BIOSFERA A biosfera se estende um pouco acima e um pouco abaixo da superfície do planeta é uma película de terra firme, água, energia e ar que  envolve o planeta Terra. É o habitat viável de todas as espécies de seres vivos.
 
                ECOLOGIA - É o estudo do lugar onde se vive, com ênfase sobre a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente. Deriva do grego "oikos" = casa e "logos"=estudo, ou seja, o estudo do meio ambiente onde vivemos e a sua relação e interação com todos os seres vivos.

                IMPACTO AMBIENTAL - qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que afetam a saúde.

  FLORESTA - entidade biológica formada por um conjunto complexo de  formas vegetais interdependentes, que se dispõe em camadas, e cujo elemento dominante é a árvore.
 
                FLORA SILVESTRE - É o conjunto de vegetais naturais de uma região ou país. Vegetais nativos do lugar.
 
                FLORA EXÓTICA - É o conjunto de vegetais não nativos de uma região,que foi adaptado ao local ou importado. 


                ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) - são destinadas à proteção ambiental, visando assegurar o bem-estar das populações humanas e a conservação ou melhoria das condições ecológicas locais.

                RESERVAS BIOLÓGICAS - são áreas delimitadas com a finalidade de preservação e proteção integral da fauna e flora, para fins científicos e educativos, onde é proibida qualquer forma de exploração dos seus recursos naturais.

                ESTAÇÕES ECOLÓGICAS - são áreas representativas de ecossistemas brasileiros, destinados à  realização de pesquisas básicas e aplicadas de ecologia; à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista. Nessas áreas não há exploração do turismo.
 
   POLUIÇÃO -  degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:
 
                   a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;

                   b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;

                   c) afetem desfavoravelmente a biota;

                  d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;

                   e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
                estabelecidos.

                RECURSOS NATURAIS -a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da biosfera, a fauna e a flora.
 
               CAMPO - formação com apenas um andar de cobertura vegetal, constituída principalmente de leguminosas, gramíneas e ciperáceas de pequeno porte, inexistindo praticamente, formas arbustivas.

CERRADO OU CAPOEIRA - formação vegetal constituída de dois andares, o primeiro de vegetação rasteira e o segundo de arbustos e formas arbóreas que raramente ultrapassam 6 metros de altura. As espécies vegetais mais comuns no cerrado são o faveiro, a copaíba, o angico preto, o barbatimão e a lixeira. O cerrado é riquíssimo em espécies animais devido ao seu grande número de nichos ecológicos. Abriga algumas espécies ameaçadas de extinção como o tamanduá-bandeira, o tatu- canastra, o tatu-bola, o veado campeiro, o lobo-guará, a onça pintada, a ema e a perdiz. As áreas de cerrado são alvo constante de expansão agrícola pela facilidade de mecanização do terreno. Além disso, apresentam características que as tornam muito suscetíveis ao fogo.

RESTINGA- a vegetação de restinga é aquela que podemos encontrar ao  longo das praias e das planícies costeiras. Sua fisionomia variada está diretamente relacionada ao solo arenoso onde ela se encontra.

                Vegetação de praias e dunas - localiza-se próxima ao mar sobre areia  seca, onde encontra-se vegetação rasteira e alguns arbustos.

                Vegetação sobre cordões - seguindo em direção à serra, nas partes mais altas das ondulações dos cordões encontram-se  moitas e arbustos com ramos retorcidos.
 
                 Floresta baixa de restinga - localiza-se mais para o interior e a vegetação é mais alta, com arbustos e arvoretas, presença de bromélias, trepadeiras e orquídeas.

                 Floresta de alta restinga - com árvores mais altas ( 10 a 15 metros) e com copas que se tocam.
 
                 Ebrejo de restinga - permanentemente inundado, sua vegetação é  herbácea.
 
                Floresta paludosa - menos fechada, inundada com predominância de caixeta ou guanandi.
 
                Floresta paludosa sobre solo turfoso - também menos fechada e inundada, mas em seu substrato encontra-se grande quantidade de matéria orgânica.
 
                Transição restinga encosta - é uma vegetação densa com árvores de cerca de 18 m de altura e onde contramos com frequência o palmito e animais de grande porte como macacos bugios e onças.

                Características:

                     - Depende mais do solo do que do clima.

                     - As diferentes situações de drenagem condicionam a formação do mosaico da restinga.
 
                     - Ocorre interligação florística entre as formações da enconsta e da restinga e interações de fluxo dos nutrientes entre a restinga e o  manguezal.
 
                     - A vegetação de restinga impede que a areia invada o manguezal estabilizando-o.
 
                     - Caracteriza a vegetação de restinga a capacidade de suportar altas temperaturas e salinidade, de dessecação  e de sobrevivência com pouco disposição de nutrientes.
 
                     - A grande quantidade de bromélias nas restingas equilibra o sistema, por sua capacidade de reter água e nutrientes.
 
                     - Podem ocorrer os seguintes contatos: floresta de encostamanguezal-restinga; floresta de enconsta- restinga-manguezal e floresta de encosta-restinga- manguezal,
 
                     - Existem formações na restinga que não possuem processo sucessional - são pioneiras de primeira ocupação: Praias e dunas, entre cordões arenosos, brejos e floresta paludosa (arbórea aberta, caxeta/guanandi).
 
RESERVAS FLORESTAIS - Esta categoria de manejo é transitória. Geralmente são áreas extensas, não habitadas, de difícil acesso e ainda em estado natural. Seus recursos naturais não se encontram suficientemente identificados e avaliados a ponto de permitir que sejam manejadas. Busca-se então, através da criação das reservas, proteger seus recursos  para uso futuro e impedir ou reter qualquer atividade que ameace sua integridade, até que as áreas sejam melhor conhecidas e então estabelecidos objetivos de manejo permanente como, por exemplo, transformá-las em Estação Ecológica, Parques Estaduais ou Reservas Biológicas. Enquanto isso não ocorre, as Reservas Florestais permanecem protegidas pela legislação estadual e administradas pelo Instituto Florestal.


                EROSÃO - o fenômeno de degradação e decomposição das rochas ou as modificações sofridas pelo solo devido a variações de temperatura e, principalmente à ação da água e do vento, é chamado de erosão. A erosão  também pode ser induzida pela ação humana que acelera esse processo por meio de:
 
                   - culturas não adaptadas às características das terras;

                   - queimadas;

                   - desmatamento;

                   - mineração;

                   - compactação do solo pelo mau uso de máquinas;

                   - plantio feito de forma incorreta;

                   - ocupação irregular e não planejada de morros;

                   - pisoteio excessivo do gado em pastagens.

                   Tipos de Erosão:

                   - Laminar: Arraste de uma camada muito fina e uniforme do solo, sendo a forma mais perigosa de erosão, uma vez que não percebida logo no início, faz-se notar somente quando atinge um grau muito elevado, após descobrir as raízes das plantas.
 
                  - Sulcos: formação de valas ou sulcos no terreno, sendo facilmente percebida. Em estágios mais avançados favorece o aparecimento de voçorocas.
 
                  - Voçorocas ou Boçorocas: aparecem geralmente nos terrenos arenosos  e porosos. Em estágios avançados são de difícil recuperação.

                   Erosão por Água e Vento:

                   - Pluvial (ação das chuvas)

                   - Fluvial (ação dos rios)

                   - Marinha ( ação do mar)

                   - Glacial ( ação do gelo)

                   - Eólica (ação do vento)

                   Técnicas para Controle da Erosão e Conservação do Solo:

                   - Marcar as curvas em nível: diminui os efeitos de declividade  do terreno. As culturas não devem ser implantadas morro abaixo.
 
                   - Terraceamento: construção de obstáculos seguindo as curvas em nível ou não, para reduzir a velocidade das águas que escorrem pelo terreno.
 
                  - Capina Alternada: evita que o terreno fique completamente limpo não sendo aconselhável na época da seca deixar o mato sobre o solo, devido a concorrência com a plantação na absorção da água.
 
                   - Adubação Verde: consiste no plantio de leguminosas nas entrelinhas de culturas perenes ou em terrenos que irão receber culturas anuais, visando proteger o solo, acumular matéria orgânica e reter a umidade.
 
                   - Calagem: incorporação de calcário no solo para melhorar a absorção de nutrientes e agregação das partículas do solo, promovendo melhor infiltração  da água.
 
                   Problemas Causados pela Erosão:

                   - Perda de solo pelo arraste de partícula, acarretando queda na produtividade;
 
                   - Assoreamento dos cursos d'água (nascentes, córregos e rios);

                   - Contaminação nas águas por agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes químicos) que são arrastados com partículas do solo;
 
                   - Desmoronamento de encostas e taludes (degraus com inclinação determinada para conter a encosta) ou abertura de valetas.

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